sexta-feira, 25 de março de 2011

resumão do Zé

Como havia sido anunciado,estou dando início a uma nova série de posts aqui no Clube. Ela abordará um assunto muito solicitado por vocês – há bastante tempo …
O post de hoje, por ser o primeiro da série – e preparem-se para uma boa quantidade de posts nela, afinal pretendo detalhar o que faço , dando especial destaque para as ferramentas que uso – será um resumo de tudo que já vi, fiz, passei, comemorei e sofri na bolsa. Pode ter certeza, já passei por praticamente tudo nela …
Alguns de vocês já sabem um pouco da minha história com a bolsa. Começou cedo … eu já acompanhava as cotações de fechamento de algumas ações na TV ( antigamente eles falavam o valor de fechamento de algumas, a que mais lembro era a Paranapanema, que era o carro chefe na época ) para falar para o meu pai quando ele chegasse em casa após o serviço – como se ele já não soubesse … hehehe. Naquela época não tínhamos a facilidade que temos hoje, de acompanhar as cotações e gráficos em tempo real pela internet. Você podia ver o valor de fechamento em um jornal, alguma coisa na TV, mas se quisesse saber do “ao vivo” mesmo, precisaria estar sentado numa mesa em umacorretora ou ficar pendurado no telefone com o seu corretor.
Eu não cheguei a operar nesta época propriamente dita, quando fiz minha primeira tentativa em bolsa – foi com a ACESITA, consegui quase 100% de lucro. Comprei por R$ 0,54 e vendi por R$ 1,00 – já tínhamos cotações “em tempo real” via internet. Era 1997 ou 1998, só disso que não me lembro direito …

Quais formas de operar já usei ?

Olha … sinceramente ? Já usei de praticamente tudo ! Achometro, chutometro, “Dica”, Análise própria … por que você acha que insisto tanto no item: “Não siga dicas !” ? Tive algumas boas e outras “nem tão boas assim …”, cheguei até a criar um método onde eu fazia sempre o contrário do que a dica falava. Era com TSPP4 ( hoje VIVO ). Um cidadão num fórum vinha de tempos em tempos “Hoje a TSPP vai bombar !” ou então “Hoje a TSPP vai desabar !”. Se não me engano era maguila o apelido adotado por ele. Como eu disse fazia sempre o contrário do que ele indicava. Quando falava que vinha queda eu comprava, quando falava de alta eu vendia. Garanto para vocês: Ele não errou uma ! Sempre que falava em alta, caia. Sempre que falava em queda, subia. E eu surfei bastante as ondas que ele criou. Depois de um tempo sumiu e eu fiquei sem o meu “guru”, hehehe.
Adotei a Análise Gráfica como ferramenta de trabalho por me identificar mais com ela. Sou Engenheiro Eletricista de formação, então estou acostumado desde a universidade a estar rodeado por gráficos, o que me facilitou bastante para enxergar os gráficos com mais facilidade. Poderia ter ido para a vertente Fundamentalista ? Até poderia … mas ao menos hoje não consigo me identificar com um trabalho de análise de dados em tabelas de resultados e coisas do gênero … Mas quem sabe mais pra frente ? Não se sabe o dia de amanhã. ;)
Além disso a emoção envolvida nos trades usando os gráficos me fazem bem. É a minha carga diária – extra – de adrenalina. Uns pulam de paraquedas, outros fazem Bump’n'Jump … eu fico com o meu sobe e desce do mercado. :)

E só vivi de alegrias até agora ?

Claro que não !!!  Se algum dia algum investidor de bolsa disser isso, pode ter certeza, ele está mentindo. ( até mesmo muitos fundamentalistas que insistem em dizer que não estão preocupados quando veem uma de suas ações perdendo … 70%~80% do valor, afinal isso “cria oportunidade para se comprar mais barato”. Criar até cria … mas se disse que isso não o deixa no mínimo preocupado … algo de errado tem, hehehe )
Como disse, já passei por de tudo um pouco. Já ganhei pouco dinheiro, já perdi pouco dinheiro. Já ganhei muito dinheiro, já perdi muito dinheiro. Já ganhei MUITO dinheiro, já perdi MUITO dinheiro. E todas essas experiências me trouxeram um aprendizado diferente, que hoje fazem parte do que sou, da forma que enxergo o mercado, do que faço para ganhar dinheiro.
E sim, além de ganhar e perder dinheiro, já passei por uma sensação que para muitos é a pior de todas: Ver oportunidades passando diante dos seus olhos sem poder aproveita-las …
Dói porque ela atinge diretamente aquela “pessoinha” que te dizia “Vai compra …” ou então “Vai vende …” e você insistiu em não dar ouvidos a ele.
Mas tudo isso serviu para me ajudar na parte psicológica do trade. Foram as experiências que me deram o “calo” necessário para passar, tranquilo e sem alterações, por tudo que já passei.

E só comprei ações ?

( entenda isso como uma operação onde o início é uma compra e a liquidação é uma venda … )
Está é fácil e todos já devem saber a resposta … :)
Não ! É claro. ;)
Já comprei ações, já vendi ações. Já comprei opções, já vendi opções – tanto coberto quanto descoberto. Já fiz alavancagem ( lembrem-se disso no decorrer desta série … ) com ações na venda, com opções na compra e na venda. Já passei meses rolando uma posição em opções … A única coisa que não usei até agora foi a operação com termo. ( tanto que se perguntarem algo sobre este tipo de operação infelizmente não terei nada a dizer, hehehe )
Isto foi fundamental para que eu pudesse aproveitar os movimentos de alta e de baixa do mercado. Me dando oportunidades de criar dinheiro todos os meses, não importanto a situação do mercado. Isso é o que diferencia um especulador de um investidor em bolsa. O investidor aproveita somente a valorização das ações, já o especulador “atira pra tudo que é lado”, o que importa é o lucro decorrente da oportunidade criada pelo mercado, não importando a direção dele.
Sim, sem medo posso dizer: Sou um especulador de mercado. Um termo mal compreendido, e até mesmo discriminado por muitos … mas não tem problema. ;)
( o pior são os que são e não assumem, hehehe :D )

E que ferramentas de análise já usei ?

Nossa … foram tantas … prefiro não fazer a relação delas agora, pois certamente me esquecerei de alguma …
Durante o desenrolar da série eu falarei um pouco mais sobre isso. Mas hoje uso isso. E fique tranquilo que tentarei detalhar cada um destes itens o melhor que eu puder.

O que pretendo com esta série ?

Antes de mais nada sanar a curiosidade de muitos. :)
Mas na verdade, quero mostrar que não é tão difícil – como muitos vendem – de se ganhar dinheiro na bolsa. Depois de algum tempo o processo vira até mesmo meio que automático. E é nesta hora que a grana começa a entrar de verdade. Além disso, quero mostrar que não é assim … nenhum “milagre” fazer mais do que 2,5% ao mês consistentemente …
Mas acima de tudo: Quero tirar qualquer possibilidade de imagem de “guru” ou “mestre” que vejo muitos tendo de mim. Não é nada disso ! São ferramentas simples, de uso fácil, que todos podem ter ao seu alcance. Isso garante lucro para todos que passarem a adotar a minha estratégia ? Dúvido muito … Esta estratégia, este método operacional funciona para mim. Nada garante que ele funcione para você. Mas … o que custa conhecer outras formas de fazer dinheiro ? E o melhor, uma que vem se mostrando rentável. ;)
Amigos, sejam bem vindos a mais nova série do Clube do Pai Rico: Afinal … O que o Zé faz para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores ?
Conto com a compreensão e a colaboração de vocês. Peço que participem das discussões que virão a seguir, tenho certeza que serão ferrenhas. :)
Mas antes de qualquer coisa: Não use a minha estratégia somente porque estou dizendo que ela funciona. Use-a somente depois de testa-la, depois de ver se funciona – ou não – para você. Adotar o que irei apresentar, cegamente, é o que menos quero que vocês façam. Ok ?
Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e oTwitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.

STOP

Na verdade, o título de hoje deveria ser: “O que o Zé faz para não perder dinheiro na Bolsa de Valores“. Sim, falarei sobre as minhas experiências com o uso ( ou não ) do STOP. :)
Não preciso nem dizer que no início o STOP era inexistente, não é mesmo ? Afinal de contas, para alguém que operava somente baseando-se em chutes e achismos, usar STOP nem era cogitado. Na verdade, nessa época eu nem sabia o que era um STOP ! hehehe
Foram muitos anos sem nem pensar ( ou saber do que se tratava ) em usar um STOP em uma operação mal sucedida. Isso só mudou após o curso do amigo Nathal. Mudou porque fiquei sabendo da existência da ferramenta … mas quem disse que tinha “coragem” de usar ? Sim … ouvi tudo o que ele falou, vi a realidade do mercado como nunca havia visto até então, mas continuava “congelado” em relação ao uso do STOP. Pensava da forma mais tradicional de todas: Pô, se ficar usando STOP toda hora eu só vou perder dinheiro !
Pensamento errado de quem estava começando, e acima de tudo: de alguém que ainda não tinha feito um acompanhamento preciso de seus trades, o que mostraria a estatística de erros e acertos.

O pior começo possível …

Mas como nada dura para sempre, chegou um momento onde vi que a insistência em continuar negando o uso do STOP erra a maior das minhas falhas. Ok ! É hora de usar o STOP.
Uma nova operação seria iniciada, um sinal de compra surgiu na tela: CESP6 ! A compra foi feita e o STOP determinado. Tudo correu conforme o planejado nas primeiras horas do trade, mas o que aconteceu em seguida … ? O mercado começou a vir contra a minha posição, mas como tinha o STOP definido fiquei tranquilo. A cotação continuou vindo na direção dele … até que … STOP executado. “Pronto, pelo menos agora estou protegido da queda que está vindo” …
Se foi o pior começo possível, você realmente acha que foi isso que aconteceu ? Claro que não !
A mínima deste movimento de queda foi exatamente o meu STOP. O que aconteceu em seguida foi muito gratificante: o papel subiu “só” 20% em dois pregões …
Agora me diga: o sujeito nunca usa o STOP, e na primeira vez que usa acontece isso. Você acha que ele voltará a usa-lo tão cedo ? Os que responderam que não, acertaram. Não consegui voltar a pensar no uso do STOP. Muitos de vocês sabem, foram várias as vezes que falei sobre o meu calcanhar de aquiles ser o famigerado STOP.

Mas como digo … nada dura para sempre …

A mudança é uma constante na vida de quem deseja conquistar o sucesso, lembra ? Fui amadurecendo, e vendo o que o uso prolongado do STOP poderia fazer por mim. Isso e uma experiência nem um pouco agradável ( que ainda será tema de um dos textos da série ) fizeram com que eu adotasse o uso do STOP como obrigação, caso eu desejasse ganhar dinheiro com a bolsa. Ganhar de verdade, de forma constante ao longo do tempo.
Tenha a certeza de que a única forma de se ganhar consistentemente na bolsa, a ponto de poder sobreviver somente dos rendimentos dela, é com a adoção desta ferramenta. É impossível agir de outra maneira. Por melhor que seja sua análise, ela nunca garantirá nada. Não existe 100% de certeza na hora que iniciamos uma operação. Sua análise só aumenta suas chances de acerto, mas garantir 100% de acerto nunca. Por melhor que seja seu índice de acertos, digamos 99,9% das vezes, terá uma operação que poderá dar errado … e dependendo do que for operado, você poderá perder tudo – ou até mesmo mais … – que foi investido.
Passei por muita coisa na bolsa, e toda essa experiência me serviu para aprender isso. Aprender que sem STOP não dá.
Senti na pele, no bolso. Por que você também precisa passar por isso ? Acredite no que eu falo. É mais barato e menos sofrido, hehehe. :)
Como complemento ao texto, indico a leitura de dois artigos já publicados aqui no Clube:
Problemas com o uso do STOP ?
Livros ||| Aprenda a Vender e Operar Vendido ( neste livro são passadas diversas opções de uso do STOP )
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Suportes e Resistência

Como havia sido dito no texto da semana passada, esta semana marca o início da parte “técnica” propriamente dita do meu método operacional.
E como não poderia deixar de ser, acredito que como primeiro texto “técnico”, decidi começar com o conceito mais básico de todos os que regem minhas operações. Como se ganha dinheiro na bolsa ? Um doce para quem acertar … vai … pode chutar à vontade … tenho certeza que vai acertar. :)
A ideia mais simples de todas, para quem quer ganhar dinheiro com ações é: compre barato e venda caro. ( ou vice versa )
Sim, o mais óbvio de todos os conselhos que você já ouviu até hoje sobre como ganhar dinheiro com ações … o mais óbvio e certamente o único que não existe outra alternativa. Claro ! Você só pode ganhar dinheiro negociando ações se conseguir vender por um preço mais alto do que o de compra ! Se você não fizer isso “invariavelmente” perderá dinheiro. ( estou considerando negociação com ações pura, ok ? Sem nenhum outro instrumento em conjunto … )
Mas … e como eu faço para identificar ( e especialmente diferenciar ) o barato do caro ? Perguntando ao mercado !

O que é o mercado ?

Vamos, me responda, o que é o mercado ? O mercado de ações não é nada mais do que um conjunto de pessoas interessadas em comprar e vender ações ? E as cotações do mercado, não são um registro das atividades destas pessoas ? Não são as cotações que nos mostram se uma ação se valorizou ou se perdeu valor ? Se isso é verdade, então não devemos olhar para elas para ver onde está o barato e o caro ?
Certo … vamos pensar mais um pouco … em teoria, quando muitas pessoas compram uma ação é porque elas consideram que ela vai subir, correto ? Ou em outras palavras … compraram porque consideraram que a ação estava barata, e conseguiriam vender por um preço mais elevado. Correto ?
Ok … para quem opera olhando gráficos, poderá visualizar “facilmente” o momento onde este grupo de pessoas resolveu que era hora de comprar. O gráfico marca um fundo. ( ou um topo caso esteja subindo e o grupo tenha considerado que era hora de vender, ou melhor dizendo: que estava caro )
Olhe a imagem abaixo, feita na última terça feira ( dia 13/04 ) durante o pregão:
Olhando este gráfico – da Petr4, um gráfico diário – podemos ver a marcação de dois pontos importantes: Topo e Fundo. Olhando para o topo dele, podemos ver que inicialmente, na segunda barra, o mercado “pesou” e as cotações sofreram uma queda. Ok. É interessante notar que a queda não iniciou um processo de correção mais forte, pois apenas quatro barras depois as cotações já testavam mais uma vez aquele último topo. Percebeu o que aconteceu logo em seguida ?
Um suporte, ou resistência como o apresentado acima, é uma região onde os participantes do mercado costumam olhar o que os outros fazem/fizeram. Lembra … compre barato e venda caro ? Num primeiro momento os investidores acharam que estava caro, e as cotações cederam. Mas em seguida o mercado resolveu testar esta “teoria”. As cotações voltaram a subir, e o que aconteceu ? Muitas pessoas pensaram: ” Opa … calma lá … poucos dias atrás o mercado considerou que estava caro … e estava nessa região … acho melhor eu me desfazer da minha posição … vai que comece a cair novamente … ”
O mercado ( e claro, as cotações … ) é formado por um conjunto de opiniões, ele mostra o que os investidores acham a respeito das ações.

Suportes e Resistências

Suportes e Resistências nada mais são do que as regiões que marcam estes momentos. Um suporte marca o momento onde os investidores consideram barato e uma resistência marca o momento onde eles acharam que estava caro.
Muitos analistas cometem um erro “básico/sério/grave” … consideram como suporte e resistência o ponto onde o gráfico marcou um topo/fundo. Na realidade o ponto serve para que liguemos o modo “sinal amarelo”, mas o que vale mesmo é a região em torno deste ponto … Algumas vezes a ação respeita exatamente o ponto, mas não é obrigatório que seja assim. O que importa é que ela respeite a região de suporte/resistência.
Continuemos olhando exatamente o mesmo gráfico. Você vê como o topo foi marcado “exatamente” no mesmo ponto ? Você pode ver como a resistência foi confirmada exatamente no ponto que havia marcado o topo anterior ? E o suporte caracterizado pela barra verde no meio do gráfico ? Você consegue ver que ela marcou um funco, correto ? ( depois dela as cotações subiram ) Consegue ver que a região de suporte que ela forma está sendo testada pela última barra mostrado no gráfico ? Mas o mais importante, consegue ver que – diferentemente do que aconteceu na formação da resistência – o suporte não foi marcado pelo ponto ( o fundo da barra verde ) ? A última barra do gráfico chega a perfurar aquele ponto ( que no caso era R$ 34,12 – indo até R$ 33,90 ) para somente depois iniciar a recuperação ?
O que vale são as regiões de suporte e de resistência. Ok ?
Além dos suportes e resistências formados pelos topos e fundos anteriores, existem outros tipos, como os formados pela extensão/retração de Fibonacci ( que será assunto de um próximo post desta série ) e os números “redondos”. Por exemplo, 69.000 pontos, 70.000 pontos … sendo que os mais “fortes” são os marcados pelas dezenas. Como suportes e resistências são formações “psicológicas” em relação ao caro/barato, nada mais justo do que números fortes também o serem.
Outro ponto a ser destacado: uma resistência hoje vira suporte “amanhã” – e vice-versa. Se ali foi um ponto onde houve briga para segurar, depois de ultrapassada, a região também sofrerá uma força, mas na direção contrária. Se hoje a dificuldade é de romper para cima, após o rompimento, numa correção a seguir, a região atuará como suporte das cotações.

E o que o Zé faz ?

Uma das coisas que olho é exatamente isso, vejo se as cotações estão em um suporte ou uma resistência. Eu dificilmente faço alguma coisa sem ser nestes pontos … no meio do caminho fico somente olhando pro gráfico, sem fazer nada … ( normalmente … é claro, afinal este é somente um dos itens que olho )
Quando um suporte vai se aproximando, vou me preparando para iniciar uma operação de compra. Quando uma resistência se aproxima vou me preparando para iniciar uma venda. No meio do caminho não faço nada … fico só olhando … descansando para o próximo trade. ;)
Como disse, são alguns itens que olho na hora de decidir se entro numa operação ou não, tenho umchecklist mental onde marco qual foi a sinalização de cada um dos itens. Este é o primeiro: A ação está cara ou barata ? Não será somente esta resposta que determinará se entro ou não na operação, lembre-se sempre disso … Ela serve principalmente para “chamar a minha atenção” para o ativo e me preparar para o tipo de operação que está por vir.
Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e oTwitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.

O que são as Bollinger Bands ?

É uma ferramenta de análise gráfica que serve para visualizarmos a volatilidade do ativo. Ela é formada por uma linha central – que nada mais é do que uma média móvel – “engolida” por duas outras, que formam as bandas propriamente ditas. Estas duas linhas externas são formadas a partir de desvios padrão e com isso temos a visualização do nível de volatilidade nas cotações do ativo.
Quanto mais volátil estiverem as cotações, mais abertas estarão estas bordas externas. Em momentos de mais calma, como em acumulações e distribuições, as bordas se fecham, afunilando-se. E é justamente este o sinal que fico aguardando, a aproximação das bordas.
A tendência é que após este afunilamento as cotações tenham um movimento rápido e forte na direção do rompimento.

Vamos ver um exemplo ?

Olhe agora o gráfico de 120 minutos do índice futuro que acabei de “imprimir”:
Nele vocês poderão ver vários dos pontos que costumo ver antes de tomar qualquer decisão, você já consegue identificar ?
Mas irei falar somente sobre as BBs. Você pode notar que cotações vinham caindo, caindo, e as bordas começam a se fechar, correto ? A região que começou a me chamar a atenção foi na casa dos 62 mil pontos … :)
Como dito, após o afunilamento das bandas é esperado um movimento rápido e normalmente forte para o lado do rompimento.

Outras observações

Além desta forma de acompanhamento, existem outros pontos que podem ser analisados usando-se as BBs:
- Quando as cotações saem das bordas, considera-se que o movimento tenha continuidade
- Quando a cotação de uma barra, ou candle, fecha fora da borda, e a barra seguinte, ou candle, fecha dentro, temos um sinal de reversão.
Mas costumo olhar praticamente só para a forma que falei no início deste texto.
A configuração que uso para a plotagem das Bollinger Bands é 9 ± 2
Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e oTwitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.

O Volume...

Mais um item que acompanho – mas que não serve como gatilho – no meu dia a dia, na “caça” dos meus trades: O volume.
Você certamente já deve ter ouvido, ou até mesmo já saiba da importância do volume para o funcionamento do mercado. Correto ? Você, que acompanha as postagens aqui no Clube, deve ter observado o destaque que dou ao Fluxo de Capital Estrangeiro, não é mesmo ? Mas por que dou este destaque ?
Para que uma tendência tenha força, ou até mesmo continuidade, precisamos que o volume seja condizente com este movimento. Pense comigo, se o mercado está subindo, é porque as compras têm tido força, “mais investidores querendo entrar na bolsa”. É preciso que exista o combustível – o dinheiro – para que o mercado possa continuar subindo … no momento em que ele começa a desaparecer é porque algo pode estar acontecendo, a diminuição do interesse dos compradores.
E se o número de compradores está diminuindo … o que isso pode significar ? Que o movimento de alta pode estar perto do fim !

Tanto em cima quanto em baixo

O mesmo raciocínio vale para um movimento de queda, a pressão vendedora faz com que os volumes sejam mais elevados, no momento em que os vendedores começam a desaparecer, o volume começa a diminuir, marcando a possibilidade do início de um movimento de alta.
Normalmente a mudança de volume, que marca a alteração da tendência não ocorre de uma hora para outra, ela é marcada por um período onde essa situação vai acontecendo … as famosas acumulações e distribuições. O que diferencia uma da outra ? A acumulação ocorre antes de uma alta, pois as ações vão sendo acumuladas aos poucos; enquanto a distribuição precede uma queda, pois quem tem as ações em mãos vai vendendo aos poucos – para não afetar drasticamente as cotações – para se preparar para o movimento que está por vir.

2002 – 2003

Uma coisa que me marcou muito neste período, que antecedeu o início do movimento de alta que vimos até meados de 2008, foi o encolhimento dos volumes negociados. Hoje em dia temos volumes que giram em torno dos R$ 5 bi por dia, correto ? Naquela época, onde o começou a forte puxada, tivemos muitos dias onde o volume não ultrapassava os R$ 400 milhões ! O volume era mínimo, muito pouco mesmo … o mercado era um marasmo …
O que precisou para que a alta viesse de verdade ? Aumento do volume ! E é só compararmos os dois números para vermos que ele veio. :)

Picos de volume

Mas uma das coisas que mais me chama a atenção para operações “normais”, as de duração menor, são os aumentos expressivos no volume. Você pode reparar, os dias “mais importantes” são marcados por volumes fora do padrão, muito maiores do que a média.
Esse aspecto vale tanto para uma alta quanto para uma baixa. Se o mercado vinha em alta, e num dia de forte queda teve um volume muito acima do normal, pode se preparar, pois a chance de que este movimento venha a durar mais algum tempo é grande. O mesmo vale para um mercado em queda, onde num dia de forte alta o volume aumenta também.
Faça um exercício, dê uma olhada em cotações passadas e veja se nos dias que marcam a mudança de tendência não aparece um volume maior do que o normal.
Só devemos observar alguns pontos …
- Se for dia de exercício de opções, o volume é “contaminado” por ele. Portanto ele precisa ser muitosuperior a média para que venha a chamar a atenção
- Observar se no dia não ocorreu nenhuma operação gigante ( uma empresa recomprando suas ações, ou uma terceira ), este tipo de operação acaba destorcendo o volume e você poderá ser influenciado por isso

Onde entra o Capital Gringo ?

Se vocês perceberem, ele é o principal fornecedor de dinheiro novo no mercado. Foram basicamente eles que alimentaram o crescimento de volume durante o movimento de alta.
Acompanhar o entra e sai do dinheiro deles é importante porque: Se o dinheiro deles está entrando, é dinheiro novo para compras, se sai, é dinheiro que deixa de ajudar na força para cima. Você poderá ver isso ao acompanhar os posts onde apresento o resultado diário desse dinheiro. Normalmente eles começam a entrar no momento em que o mercado começa a ganhar força para cima e começam a retirar no momento em que começa a cair.

Nas minhas operações

No meu atual método operacional, que basicamente visa as mudanças de tendência, a observação do volume nos momentos que marcam a mudança é fundamental. Será essa informação que me dará uma melhor noção da possibilidade de duração do movimento que esta iniciando.
Mudanças de tendência com forte volume tendem a durar mais ( seja em tempo ou em amplitude de movimento ) do que as que iniciaram com volume dentro do normal.
Abraços ! E acompanhem semanalmente a série. Aconselho a todos que assinem o Feed RSS e oTwitter, pois desta forma serão sempre avisados quando um novo texto for publicado.
http://www.clubedopairico.com.br/o-que-o-ze-faz-para-ganhar-dinheiro-na-bolsa-de-valores-viii/4550

IMPOSTO DE RENDA

http://www.youtube.com/watch?v=PvGpQX9mudo&feature=player_embedded

IFR, Indice de força relativa


Elaborado por: Rodrigo Côrtes
O IFR (Índice de Força Relativa) é o mais conhecido dos osciladores, e foi desenvolvido por J. Welles Wilder e tornado público em seu livro "New Concepts in Technical Trading Systems" (1978).
O IFR mede a aceleração de um movimento e dá suas indicações à medida que o movimento diminui a velocidade, dentro da idéia de que é preciso desacelerar para poder mudar de direção. Para medir esta aceleração Wilder desenvolveu o conceito de Força Relativa que é monitorar as mudanças nos preços de fechamento. Seu acompanhamento muitas vezes possibilita observar o enfraquecimento de uma tendência, rompimentos, suporte e resistência antes de se tornarem aparentes no gráfico.
Originalmente Wilder considerou 14 períodos, pois este período corresponde à metade do ciclo lunar e também é um ciclo importante na natureza, mas posteriormente muitos serviços passaram a utilizar também 9 períodos (nº de Gann - Square of Nine = 3 ao quadado). Lembrando que quanto menor o número de períodos, mas nervoso fica o indicador.
O IFR dos preços de uma ação evidencia situações de reversão ou de consolidação de tendências, principalmente, daquelas secundárias e terciárias. O indicador dá origem a um gráfico em linha, o qual deve ser plotado paralelamente ao gráfico de barras dos preços (ou a um gráfico candlestick ou gráfico de linha), obedecendo à mesma escala horizontal (tempo), e com a escala vertical calibrada aritmeticamente. O domínio do IFR é compreendido no intervalo [0;100].
Alguns analistas determinam a faixa acima de 70 ou 80 como intervalo onde a ação entra em uma área de risco; diz-se que os preços estão superavaliados ("overbought") no gráfico de preços e pode sinalizar reversão da tendência em curso e a zona de compra (intervalo [0;30] onde os preços estão subavaliados ("oversold"), devendo, por conseguinte, ocorrer sinalização de reversão para alta dos preços).
Vale lembrar que o IFR compreendido na faixa de [70;100], não necessariamente é uma indicação de venda, pois o preço da ação pode continuar subindo apesar de estar em uma faixa "overbought". Nestas áreas o trader deve se preparar para a venda, após a ocorrência de um sinal nos gráficos de barra ou candlestick.
A entrada dos preços na área acima de 70 indica não comprar e sinaliza para se ter uma atenção redobrada no gráfico de barras pois a qualquer momento este gráfico pode dar indicação de venda. Só aí é tomada esta decisão.
Os sinais mais importante que o IFR gera são as divergências de alta e de baixa. Na Figura 1 apresentamos um exemplo de divergência de baixa.
De modo geral, as técnicas de interpretação dos gráficos (ondas, suportes, resistências e etc), tanto aquelas da teoria de Dow e de Elliot, quanto às dos gráficos japoneses, podem ser aplicadas na leitura e interpretação das oscilações do gráfico do IFR.
O IFR, também, pode ser calculado através de uma planilha eletrônica e fornecer junto com outros indicadores se o ativo se encontra na faixa "overbought" ou "oversold", não estando, desta forma relacionado diretamente com a necessidade de elaboração e análise de um gráfico.
O início do processo de cálculo do IFR pressupõe, para a sua versão de 9 dias (IFR 9 dias):
a) o levantamento de 10 cotações seqüenciais de uma ação que se pretenda analisar. As cotações serão, preferencialmente, de fechamento, por serem as mais adequadas para indicações de tendências;
b) em seguida determinam-se as diferenças: Pt - Pt-1 para todos os preços da série, fazendo o somatório das diferenças quando o mercado fechou em alta com relação ao fechamento do dia anterior ( A) e outro somatório das diferenças quando o mercado fechou em baixa com relação ao fechamento do dia anterior ( B);
c) divide-se os somatórios encontrados na alíena b) por 9 (número de períodos analisados);
d) com esses resultados, dividem-se as de alta pela de baixa, e soma-se a esse quociente uma unidade (1);
e) divide-se 100 pelo resultado encontrado na alínea d);
f) subtrai-se o resultado encontrado na alínea e) por 100. Este será o IFR de 9 dias.
Figura 1: Análise do IFR de 9 dias - Ibovespa
Bibliografia:
- Tavares, Miguel Dirceu Fonseca. Análise Técnica: Gráfico de Barras - Avaliação de Investimento em Ações. IBMEC.
- Botelho, Fausto de Arruda. Análise Técnica & Estratégia Operacional.

GURUS DO MERCADO

 

Hoje, as manias de gurus surgem e se difundem com mais rapidez do que no passado, graças aos atuais recursos de telecomunicações. Até mesmo investidores inteligentes e bem educados seguem os gurus do mercados, como os devotos de falsos messias na Idade Média.

Três são os tipos de gurus no mercados financeiros: gurus dos ciclos de mercado, gurus dos métodos mágicos e gurus mortos. Alguns gurus prenunciam importantes reversões do mercado. Outros promovem "métodos inéditos" - vias expressas para a riqueza. E ainda outros evitam as críticas e transformam-se em objetos de culto por meio do mecanismo simples de ir embora deste mundo.

Como investidor inteligente, você precisa entender que, a longo prazo, nenhum guru vai torná-lo rico. Você tem que trabalhar por conta própria, ler muitos livros, simular e desenvolver estratégias. Ser paciente com o lucro e impaciente com a perda.

Gurus dos ciclos de mercado

Em quase todos os grandes ciclos de mercado, surge um novo guru. A fama desses gurus tende a durar de 2 a 3 anos. O período de reinado de cada guru coincide com as principais fases do mercado altista.

O guru dos ciclos de mercado prevê todas as grandes altas e baixas. Cada previsão correta aumenta sua fama e induz ainda mais pessoas a comprar e vender com base em suas previsões. À medida que mais pessoas seguem o guru, suas previsões se transforma em profecias auto-realizáveis. Quando surge um novo guru, vale a pena seguir seus conselhos.

Dentre os milhares de analistas de mercado, alguns sempre tiram a sorte grande em algum momento da vida, do mesmo modo como um relógio parado mostra a hora certa duas vezes por dia. Quem já sentiu o gosto de um dia tirar a sorte grande às vezes fica arrasado quando tudo termina, e cai fora do mercado. Mas algumas velhas raposas aproveitam a sorte grande, mas continuam trabalhando como de costume, quando as vacas gordas vão para o brejo.

Os gurus geralmente ganham a vida publicando uma newsletter periódica e não raro ficam ricos vendendo conselhos. As assinaturas podem disparar, de algumas centenas por ano para dezenas de milhares. Conta-se que um guru dos ciclos de mercado que andou na moda algum tempo atrás contratou mais 3 pessoas, apenas para abrir os envelopes com dinheiro que chegavam à empresa aos borbotões.

Nos seminários sobre investimentos, o guru é cercado por uma multidão de admiradores. Se você algum dia for parte dessa multidões, observe que raramente alguém faz perguntas ao guru sobre sua teoria. Seus admiradores se contentam em beber ao som de sua voz. E gabam-se com os amigos de terem estado a alguns passos do guru.

Os gurus continuam famosos enquanto o mercado se comporta de acordo com a sua teoria - geralmente por período inferior a 4 anos de um ciclo de mercado. Lá para as tantas, o mercado muda e começa a marchar em ritmo diferente. O guru continua a usar os velho métodos que funcionaram tão bem no passado e rapidamente perde os apóstolos. Quando as previsões do guru já não acertam na mosca, a admiração do público converte-se em ódio. Para esses gurus desacreditados, é impossível retornar ao fastígio do passado.

Gurus dos métodos mágicos

Enquanto os gurus dos ciclos de mercado são criaturas do mercado de ações, os "gurus dos métodos" destacam-se mais nos mercados de derivativos, sobretudo nos mercados futuros. Um "guru dos métodos" irrompe no cenário financeiro depois de descobrir um novo método de análise ou de operação.

Os gurus dos métodos mágicos vendem um novo conjunto de chaves para abrir as cmportas do lucro nos mercados. Tão logo certo número de pessoas familiariza-se com o novo método e o testa nos mercados, ele sempre se deteriora e começa a perder popularidade. Os mercados e os métodos que funcionaram ontem tendem a não funcionar hoje e dificilmente darão certo amanhã.

Gurus mortos

O terceiro tipo de guru de mercado é o guru morto. Seus livros são reimpressos, seus cursos sobre mercados são analisados por novas gerações de investidores ansiosos e a lenda das proezas e da fortuna pessoal do analista falecido floresce no pós-morte. O guru morto não está mais entre nós e não pode capitalizar sua fama. Outros promotores lucram com sua reputação e com os direitos autorais prescritos. Um desses gurus falecidos é R.N. Elliot, mas o melhor exemplo dessa espécie é W. D. Gann.

Vários oportunistas vendem "cursos de Gann" e "software de Gann". Alegam que Gann foi um dos melhores operadores de mercado de todos os tempos, que deixou um espólio de mais de US$ 50 milhões, e assim por diante. Alexander Elder entrevistou o filho de W. D. Gann, analista de um banco de Boston que disse que seu famoso pai não conseguia sustentar a família com suas operações de mercado e que ganhava a vida escrevendo e vendendo cusos. Quando W. D. Gann morreu na década de 50, seu espólio, inclusive sua casa, foi avaliado em pouco mais de US$ 100.000. A lenda de W. D. Gann, o gigante dos investimentos em renda variável, foi perpetuada por aqueles que vendem cursos e toda uma parafernália de penduricalhos a clientes otários.

Operar nos mercados é um jogo difícil. Os investidores que pretendem alcançar o sucesso duradouro devem ser muito sérios no que fazem. Não pode dar-se ao luxo de serem ingênuos ou de investirem em função de alguma agenda psicológica oculta.

Bons Negócios!