terça-feira, 31 de maio de 2011

Análise Gráfica ou Fundamentalista ?


Grafico4
Em um investimento em ações as duas principais teorias utilizadas para selecionar os ativos para compor uma carteira de investimento são:
a análise fundamentalista e a análise gráfica.

A análise fundamentalista

Considera os fundamentos de uma empresa, com base em interpretação de dados e indicadores disponibilizados e considerados como verdadeiros. Tais interpretações são controvérsias e dificilmente conseguem prever o comportamento dos preços dos ativos, além de haver possibilidade de trabalhar com dados “maquiados” divulgados nos balanços e demonstrações de resultado de exercício (DRE) das empresas analisadas, como temos vários exemplos nos últimos anos.
Com isso, considero que a análise de balanços não é objetiva, visto que as informações dos balanços refletem os resultados passados da empresa, enquanto que o que vai levar a uma valorização ou queda das ações serão os resultados futuros da empresa, ou seja, as expectativas dos investidores é que movimentam os preços das ações. Se os resultados passados nada influem sobre o futuro da empresa, o que diremos então dos resultados passados expostos de modo fraudulento, como em alguns casos que observamos em todo o mundo nos últimos anos.

A análise gráfica

Também conhecida como análise técnica, por sua vez, considera que todos os fatores necessários estão representados nos gráficos, na medida em que este traduz o comportamento do mercado (fundamentalistas, insiders, amadores etc) e avaliam, a partir dos gráficos, a participação desses investidores que influenciam na formação dos preços.
Na teoria fundamentalista, além do investidor não possuir o timing da operação, ele não consegue aproveitar o “zig zag” constante das ações, muito menos se prevenir de fortes realizações. No entanto, nada impede do investidor, efetuar um filtro de algumas ações a partir de critérios fundamentalistas com índices PL e PVPA, e a partir destas empresas aplicar todas as técnicas e ferramentas presentes na Análise Gráfica / Análise Técnica.

Principais conceitos da Análise Técnica de Ações:

  • O preço de mercado representa um consenso, ao qual se dá o equilíbrio entre a oferta e a demanda da ação, e com isso o preço desconta todos os fatores possíveis (fatores macroeconômicos, fundamentalistas, políticos, psicológicos etc.);
  • Os preços formam-se dentro de tendências, ou seja, ocorrem períodos em que os preços oscilam segundo uma tendência de alta, de baixa ou lateral;
  • Certos níveis de preços são “gravados” pelo mercado, como por exemplo topos e fundos, onde exercem forte resistência ou suporte para o avanço dos preços, mas que se rompidos serão geralmente ultrapassados com grande intensidade;
  • A história se repete e com isso, os padrões gráficos são identificáveis. Eles são baseados em padrões comportamentais como: ganância, medo, euforia e pânico, sempre presentes na natureza humana.
A Análise Gráfica / Análise Técnica, além de identificar ações sobrecompradas (com preços muito elevados) e sobrevendidas (preços muito depreciados), ela consegue nos dar o tempo correto para efetuar uma ordem de compra e venda. Para isso é preciso a quem está efetuando a Análise Gráfica, que tenha conhecimento suficiente para exercer tal atividade.
Contudo, apesar da existência de regras claras e objetivas, a aplicação da Análise Técnica também envolve certo nível de experiência adquirido com muito estudo e através de cursos, onde o aluno conseguirá absorver grande parte da experiência possuída pelo professor.

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